Não é só porque eu ando um pouco sem palavras, preferindo outras molduras, observar mais do que dizer. Eu vou trabalhar com a Copa do Mundo, um outro sonho a ser realizado por mim, e essa semana, bem como o próximo mês, quase não me deu tempo para escrever sobre as coisas de minha vida.
Mas eu estou dormindo pouco. De segunda para terça, 3 horas. São duas da madrugada de quarta, tenho que estar de pé às sete, e estarei sem maiores problemas, e não deverei dormir nos próximos minutos.
Ansiedade. E eu nem sou tão ansioso assim. Estou. Ansioso por fazer as pazes com minha paciência, colocar começo, meio e fim numa mesma história. Enfim.
Poucas e rápidas palavras. Fiz o jogo proposto pela direção, de ignorar as músicas, as cenas, os papéis da peça durante o primeiro módulo. Pouco pensei em qual dança, qual momento, qual gesto me agradava mais, não coloquei CD para ouvir, nada. Tudo para que o começo dos ensaios, tal qual ocorreu nessa segunda, tivesse seu impacto.
E teve. Tempo livre nessa terça significou ler, falar o texto, ouvir as músicas, assistir aos vídeos. Valeu a pena deixar 4 meses fermentando. A sensação de delícia não me fará dormir bem, e me deixará acordado com os pés nas nuvens.
E eu nem sei dizer quantos momentos altos, emocionantes, que fazem parte de minha memória desde sei lá quando, desde minha tia falando na sala "EEEta Foi Jesus quem me mordeu" quando eu tinha 8 ou 9 anos, desde tudo, me vieram á tona outra vez e mais forte.
Tentei projetar cenas, e acho que terei que intensificar a imagem de Candé e Deto pedindo "lado frio". É preciso esse domínio. Sinto-me absolutamente concentrado. Mas a concentração às vezes também é quente.
O trabalho atrás das cortinas, a desmistificação da dança de abertura, a presença do autor desse sonho todo, a dor, a dor no joelho, o cuidado, cuidado com a voz, a moçada que entrou, a lacuna de quem não voltou, haja assunto. Haja sensação. Ainda é só o começo.
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saudade de umas amigas nossas. Fica uma homenagem-apelo
terça-feira, 8 de junho de 2010
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